Como as graduações EAD podem prejudicar a área da saúde

Para favorecer as instituições privadas, o Ministério da Educação (MEC) tem ampliado a oferta de vagas de ensino à distância (EAD), utilizando como argumento a facilidade que esta modalidade proporciona para pessoas que moram distantes dos centros universitários. Após o Decreto n° 9.057, de 25 maio de 2017, que permitiu o crescimento descontrolado de matrículas para graduações à distância, o número de vagas autorizadas pelo MEC para a área da saúde chegou a 690 mil, segundo pesquisa feita em junho de 2018 pela Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relação de Trabalho (CIRHRT) do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Apesar dos avanços da tecnologia ter proporcionado maior conforto para o ser humano e ampliado o acesso às universidades para diversas classes sociais, as profissões relacionadas com a saúde não se encaixam com o aspecto do ensino à distância, já que o contato com o paciente é fundamental para a formação destes profissionais.

Pela Constituição Federal na Seção II, da saúde, Artigo 196, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” Sendo assim, para o estudante da área da saúde se tornar um profissional, ele deve saber sobre questões que envolvem a integralidade da atenção e qualidade do atendimento prestado para a população brasileira. Qualificações essas que somente a graduação presencial poderá oferecer, ao possibilitar a interação entre o professor, aluno e paciente.

Para as Diretrizes Curriculares do Curso de Graduação em Nutrição, o EAD é incompatível ao que o mercado de trabalho exige do nutricionista, como é confirmado pelo Artigo 14 da Resolução CNE/CES n°5, de 7 de setembro de 2001, na qual é estabelecido que a graduação em nutrição deve seguir “as atividades teóricas e práticas presentes desde o início do curso, permeando toda a formação do nutricionista, de forma integrada e interdisciplinar” e viabilizar “o estímulo às dinâmicas de trabalho em grupo, por favorecer a discussão coletiva e as relações interpessoais”.

A formação do nutricionista e de outras especialidades da área da saúde, não se limita somente ao conteúdo teórico. As aulas práticas, além de proporcionarem o desenvolvimento das habilidades do profissional, possibilita o graduando entender as necessidades sociais da saúde, através de ações presenciais dinâmicas que são acompanhadas por um docente. Situações essas que não estão presentes na modalidade à distância.



Fontes:

Nota pública contra a graduação em saúde na modalidade a distância

Decreto n°9.057

SUS Conecta

Rede Brasil Atual

Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso
de Graduação em Nutrição


CRN 3

Constituição Federal





       
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