SINESP busca ajuda de Deputados para corrigir salário de Nutricionistas
por Diógenes Pierre Gonzales

O Governo do Estado se recusa a aumentar os salários das Nutricionistas que atendem a Merenda Escolar em São Paulo. A Secretaria de Educação alega que as Nutricionistas estavam cientes do salário de R$1.269,00 no momento da inscrição ao concurso público e da contratação. É verdade!

Mas elas receberam informações de que os seus salários seriam corrigidos, o que não ocorreu até agora. Estas profissionais estão muito desapontadas com a postura do Governo do Estado, que desvaloriza a categoria, pagando um valor incompatível com as responsabilidades da função.

AS NOSSAS CRIANÇAS SERÃO AS MAIS AFETADAS PELA POSTURA DO GOVERNO

O SINESP coloca o piso mínimo adequado de R$2.800,00 para as Nutricionistas que trabalham na Merenda Escolar do Estado. Mas o governo diz que não pode pagar. Estamos falando do Estado mais rico da Federação.

A diferença entre o salário recebido e o sugerido pelo SINESP é de R$1.531,00. Se multiplicarmos pelas Nutricionistas que estão atuantes, teremos R$ 67.364,00 que o Estado teria que desembolsar, por mês. Num ano, o valor se aproxima de R$ 875.732,00 contando com o 13º salário.

Constatamos que é perfeitamente possível para um Estado que arrecada mais de R$ 751.000.000.000,00 por ano, segundo o Impostômetro da Associação Comercial do Estado de São Paulo. Isso representa 37,48% da arrecadação total do Brasil.

Em dezembro de 2016, o SINESP enviou cartas a todos os 94 deputados estaduais de São Paulo e aos 68 deputados federais e senadores eleitos pelo Estado de São Paulo. Apenas um Deputado Federal respondeu e 7 Deputados Estaduais também responderam.

Nesta carta mostramos a difícil situação das Nutricionistas, o empenho do SINESP em defender um salário justo e compatível com a importância da atividade e pede a ajuda de todos os Deputados. A Deputada Estadual Márcia Lia (do PT), questionou formalmente o Governo, que respondeu com a seguinte justificativa:

“Os nutricionistas que trabalham na elaboração dos cardápios da merenda escolar da Rede Estadual não poderão ter reajustes nos vencimentos nem equiparação salarial como os demais profissionais da categoria. Em resposta ao requerimento de informação 237/2016 de autoria da deputada Márcia Lia, o secretário de Educação, José Renato Nalini, explicou que esses servidores foram contratados como Agentes Técnicos de Assistência à Saúde e, portanto, não estão ligados à área de Nutrição.”

O SINESP lembra que, além dos profissionais, as crianças também estão sendo seriamente afetadas com essa desvalorização, porque é o Nutricionista que monta o cardápio adequado e compatível com a idade, escolhe os melhores alimentos, orienta as merendeiras e ainda acompanha o desenvolvimento nutricional dos alunos. Para o Dr. Ernane Silveira Rosas, esta Educação Nutricional chega aos pais e abrange toda a sociedade. Em decorrência da postura do Governo Estadual, muitas escolas estão sem Nutricionistas e as crianças sem atendimento, sem uma refeição adequada e balanceada.

O SINESP vai enviar novas cartas a todos os Deputados Estaduais e Federais do Estado de São Paulo para pressionar o Governo a adequar este salário às responsabilidades que elas assumiram.


SINESP COBRA DO GOVERNO ESTADUAL MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA NUTRICIONISTAS

       
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