SE CUIDE, SE AME

Em tempos onde o empoderamento feminino ganha cada vez mais destaque, a insegurança das mulheres, principalmente em relação a suas formas físicas, ainda é uma constante, em vista da pressão da sociedade de estabelecerem que, mulheres bonitas são mulheres magras. Não é difícil ver a exaltação do corpo esbelto em propagandas, filmes, novelas, séries, desfiles de moda, redes sociais, além de claro, do julgamento de muitos em cima das pessoas que são consideradas fora do “padrão”. Mas afinal de contas, o que é o “padrão”? Tenha-se por se pressupor que nenhum ser humano é igual, e que a beleza está justamente na diversidade. Então porque as mulheres tem que se adequar a aquilo que é imposto como o “padrão”?

A busca pelo corpo perfeito, feito de forma não segura e sem acompanhamento médico, tende a gerar consequências não desejadas e alarmantes, em vista que as dietas mirabolantes, que prometem uma magreza ilusória, ou tende a não surtir resultados, ou acabar fazendo com que as pessoas desenvolvam graves distúrbios alimentares, como é o caso da Anorexia e a Bulimia, responsáveis pela morte de muitas, que se perderam no caminho pela busca do “corpo perfeito”.

Lembrando que a Anorexia é um transtorno alimentar que se inicia a partir da falta de percepção adequada da imagem. Ou seja, a pessoa com o distúrbio se enxerga no espelho como obesa, estando extremamente magra, e com o medo de engordar, acaba exagerando nos exercícios físicos, nos jejuns, no uso de laxantes e diuréticos, e nos vômitos. Já a Bulimia se caracteriza por episódios de consumo exagerado de comida, seguido por sentimentos de culpa ou remorso, gerando reações inadequadas para evitar o ganho de peso, através da indução do vômito, o uso também de laxantes e diuréticos, jejum prolongado e prática exagerada de exercícios físicos.

Esses distúrbios costumam afetar principalmente o público jovem, que frequentemente, tendem a não aceitar o próprio corpo. Em um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, publicado pela revista Exame, revela que 77% das jovens paulistanas apresentam propensão a desenvolverem distúrbios alimentares (anorexia e bulimia), sendo que 39% das garotas estavam acima do peso, 63% consomem fast-food pelo menos uma vez por semana, 85% acreditam na existência de um padrão de beleza estabelecido, 46% creem que mulheres magras são mais felizes, e 55% delas gostariam de simplesmente acordarem magras.

Baseando então nos dados revelados logo acima, percebe-se que boa parte das jovens paulistanas não se encontram dentro do “padrão” estabelecido. Então por que a insistência em entrar em um padrão seguido por poucas? E por que, ao tentar chegar a essa marca, é utilizado meios que tendem somente a prejudicar a saúde? Caso você não estiver plenamente satisfeito com seu físico, procure um médico e um nutricionista, para lhe prescrever uma dieta a base de alimentos que vão lhe ajudar a ter mais SAÚDE, o que de cara já é muito melhor do que ficar procurando dietas na internet, e realizando sacrifícios para perder alguns quilinhos. Não se iluda com jejuns e cardápios sem sentido algum, pois sua vida, minha cara leitora, é apenas uma, e creio que você não quer perde-la?! Pense nisso.



Fontes:

Exame


Dráuzio Varella


Dráuzio Varella



       
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