SINESP E AAO DEBATEM O PERIGO DOS AGROTÓXICOS EM APARECIDA DO NORTE
Por Diógenes Pierre Gonzales

Quanto vale a sua saúde? Nem dá pra imaginar! Não tem preço, né? Bem, como dizem os nutricionistas, nós somos o que comemos!. O alimento percorre intimamente o corpo do indivíduo. Este processo natural é maravilhoso, mas, corre grande risco há décadas: os alimentos estão sendo envenenados por poderosos produtos químicos que, segundo sérios estudos, podem causar câncer. O Defensor Público, do Estado de São Paulo, Marcelo Carneiro Novaes, alerta que os venenos são responsáveis por número significativo de casos da doença, principalmente, em cidades do interior paulista. Em algumas localidades, a cada 100 habitantes, 1 desenvolveu câncer, devido a contaminação do solo, da água, do ar, e dos alimentos pela aplicação de substâncias que as indústrias denominam defensivos agrícolas. Uma área pulverizada, com esses venenos, pode contaminar tudo ao redor num raio que vai de 4 a 20 km!

OS NUTRICIONISTAS SE PREOCUPAM COM A SAÚDE DAS PESSOAS
Para o Dr. Ernane Silveira Rosas, o maior cuidado deve ser com a população menos favorecida, economicamente e, menos informada.



O Presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo dá um exemplo do que acontece num simples tomate produzido pela agricultura com agrotóxicos: ele pode conter 17 tipos de venenos!!! Dá pra acreditar? Não? Então vamos repetir: são dezessete tipos de venenos que foram colocados no tomate, que vai na salada ou no molho da macarronada para a família consumir nas refeições! Esses venenos entram no seu lar! No organismo da pessoa que você mais ama!!! A cenoura, também, tem sido muito envenenada, segundo pesquisas; e assim por diante...

O Dr. Rosas fez importante consideração aos Padres: João Batista de Almeida e Alberto Pasquoto: alimentos produzidos sem agrotóxicos podem evitar doenças, proporcionar mais saúde à população e, consequentemente, diminuir os gastos dos governos nos sistemas públicos de saúde!

A VIAGEM A APARECIDA DO NORTE BUSCA APOIO PARA A LUTA CONTRA AGROTÓXICOS



Um dos integrantes, do grupo que visitou o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, é o agricultor orgânico José Estefno Bassit. Autoridade em alimentos saudáveis, Bassit lembra que tudo o que se pede para Nossa Senhora Aparecida acontece com força espiritual que vai além do entendimento, limitado, dos Homens. O agricultor de Orgânicos considera que a luta contra os agrotóxicos é árdua, mas, deve ser encarada com determinação!



A RECEPÇÃO CARINHOSA
Os Padres João Batista de Almeida e Alberto Pasquoto receberam nossa comitiva com extremo carinho. Ouviram as importantes colocações e se dispuseram a desenvolver ações de ajuda e cooperação visando o benefício da sociedade. O Padre Pasquoto lembrou que Nossa Senhora acolhe todas pessoas, como uma mãe cuida dos filhos.



EM DEFESA DA VIDA
A presidente da Associação de Agricultura Orgânica, Maluh Barciotte, escreveu o seguite texto sobre a visita:
Na capela da Basílica de Aparecida, assim como em muitas cenas religiosas retratadas em igrejas e templos, vemos o convívio harmonioso entre o trigo representando o pão e nossos alimentos e as aves em voo, representando os animais e a nossa rica biodiversidade.

Hoje nossa forma convencional de produção agrícola ignora e descontrói esta imagem na medida que, nesta forma de produção, o que comemos convive com a morte e não com a vida. Os venenos e agrotóxicos destroem nossa biodiversidade e contaminam nossos solos, nossas águas assim como o leite materno e praticamente todos os alimentos que chegam à nossa mesa. Pulverizações aéreas contaminam cidades e regiões inteiras colocando em risco crianças, gestantes, idosos e toda a população.

Na encíclica Laudato si, (em português Louvado sejas, que tem como subtítulo: Sobre o Cuidado da Casa Comum) o Papa Francisco faz duras críticas à esta forma irresponsável de nos relacionarmos com o planeta e com a vida e faz um forte apelo à mudança. Papa Francisco chama a atenção para que a sociedade priorize o investimento em mudanças nas suas formas de produção e consumo e que passe a exercer pressão sobre os que detêm o poder político, econômico e social.

A agricultura orgânica e a produção agroecológica caminham na direção desta grande transformação que se inicia com a mobilização da população para melhores escolhas diárias.

A Igreja Católica e as igrejas em geral podem assumir um papel protagonista nesta sensibilização e ampliação do acesso à informação, na medida que mobilizam milhões de pessoas, presencialmente ou via seus espaços de comunicação. A parceria entre nosso movimento e as igrejas potencializa esta mobilização em consonância com a mais recente encíclica papal que mais do que um forte chamado de fé é um grito em Defesa da Vida!!

UMA LUTA, QUE VEM DE ANOS, E DEVE PROSSEGUIR!
O secretário executivo da Associação de Agricultura Orgânica, Márcio Stanziani, diz que a entidade tem a clara visão de que é preciso ampliar o debate sobre a agricultura orgânica e esclarecer e difundir os malefícios dos agrotóxicos.

Por Diógenes Pierre Gonzales
19/05/2016

       
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