SINESP E NUTRICIONISTAS DISCUTEM SALÁRIOS COM A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SP
Por Diógenes Pierre Gonzales

Para entendermos bem, a intervenção do SINESP em defesa das Nutricionistas contratadas pelo Estado com salários incompatíveis com as responsabilidades assumidas, vamos conhecer o dia a dia de algumas destas “heroínas”, que promovem a saúde das crianças pela merenda escolar balanceada e equilibrada. Esta é, sem dúvida, a melhor maneira de evitar doenças! Daí o papel imprescindível de um Nutricionista!

A Dra. Bruna Quaranta, Nutricionista, escreveu:

“A nossa história se inicia com o surgimento de um concurso público no ano de 2013 da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, com intuito de preencher vagas para Agentes Técnicos de Assistência à Saúde – Nutricionistas.

Pois bem, percebemos no edital que a remuneração não atingia o piso salarial da nossa profissão, porém acreditamos ser este apenas o salário base, sendo adicionadas gratificações posteriormente. Não foi o que aconteceu.

Estamos há mais de dois anos aguardando a modificação deste valor e respostas definitivas sobre este caso, já que existem processos referentes à gratificação que nos deveria ser disponibilizada e adicionada aos nossos vencimentos.

Ao nos aprofundarmos no caso, percebemos que este cargo está inserido em diversas Secretarias, nas quais os valores são distintos e são adicionadas gratificações. No entanto, na Secretaria da Educação de SP, os nutricionistas não recebem nada além do valor de R$ 1.269,00 (mil duzentos e sessenta e nove reais).

Muitas nutricionistas pediram, por este motivo, exoneração. Somos poucas ainda trabalhando e quem perderá com a nossa saída são os alunos da rede estadual de ensino, pois nosso papel junto à Merenda e Educação Nutricional é de extrema importância na formação de hábitos saudáveis. A longo prazo, o trabalho do nutricionista junto à população, impede danos à saúde e provoca menores gastos com o tratamento de doenças que podem ser evitadas através de uma boa orientação nutricional a partir dos primeiros anos escolares.

Desvalorizar o Nutricionista da Secretaria da Educação é desvalorizar a própria sociedade e causar mais prejuízos ao Estado como um todo, tendo em vista que, com a má alimentação dos alunos, surgirão novas doenças e consequentes tratamentos necessários que serão cobrados do Estado, acarretando imensuráveis prejuízos. Especificamente na Alimentação Escolar, o nutricionista realiza controle de qualidade e gestão de recursos. O fato de não se investir nesse profissional resulta em toneladas de alimentos desperdiçados anualmente.

Importante ressaltar que os alunos em fase escolar são a base do futuro de nossa nação e, desde já devemos nos preocupar com a sua alimentação, pois sem uma dieta balanceada ocorrem consequências diretas no aprendizado e desenvolvimento dos mesmos, já que o raciocínio fica limitado.

Neste sentido, importante que seja dado o valor devido ao nosso cargo, uma vez que sem nosso trabalho toda a estrutura Estatal será lesada, o que acarretaria prejuízo no país todo, como acima explicado.

Desta forma, as poucas nutricionistas que restaram nesta Secretaria estão em luta com o apoio do SINESP e do CRN3, acreditando na mudança desta realidade.”
(Bruna Quaranta e Isa Carolina Vitiello Ferreira)

Vejam: para as crianças da rede pública este trabalho é fundamental! É fato que, com uma boa Nutrição, as crianças crescem saudáveis; “com hábitos alimentares positivos que servirão por toda a vida!” Por isso, a partir das solicitações dos Nutricionistas, o Dr. Ernane Silveira Rosas, Nutricionista (apaixonado pela profissão), e Presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de SP, assim como a Dra. Maria Alice Ribeiro Magalhães, promoveram a reunião na Secretaria de Educação onde entregaram um ofício enumerando as atribuições e responsabilidades da categoria, pedindo a melhora salarial. O SINESP teve a iniciativa de agendar e acompanhar o grupo de Nutricionistas que vieram de várias cidades do interior e, também, da capital!

A Dra. Maria Alice Ribeiro Magalhães, do Departamento Jurídico do SINESP, a exemplo do Dr. Rosas, está inconformada com o nível salarial pago às Nutricionistas que assumiram cargos na alimentação escolar. A Advogada lembra que são muitas escolas, para poucas Nutricionistas!

A Subsecretária de Educação do Estado de SP, Cleide Bauab Eid Bochixio, disse que concorda com as reivindicações das Nutricionistas apresentadas pelo Dr. Ernane Rosas, pela Dra. Maria Alice e pelo CRN3, e ela prometeu levar o caso ao Governador Geraldo Alckmin. Ficou estabelecida a data de 31 de julho de 2016 pra uma resposta oficial.


Foto: Dra Maria Alice Advogada do Sindicato, Dr. Ernane Silveira Rosas Presidente do Sindicato e Dra. Bruna Quaranta Nutricionista da Merenda Escolar do Estado de São Paulo


Enquanto isso, muitas Nutricionistas manifestam o pleno descontentamento com a situação em forma de frases e textos; acompanhe:

“Minha razão de trabalhar se esgota a cada dia, falta motivação”. (Geisa Ferreira da Silva)

"Grandes responsabilidades, muitas atitudes e pequeno reconhecimento." (Rafaela Muzardo)

"Acredito que o valor que a SEE dá aos profissionais de Nutrição reflete diretamente na qualidade da alimentação escolar.
O número insuficiente de nutricionistas resulta prejuízo para os alunos, prejudicando todo o Programa de Alimentação Escolar do estado." (Isa Carolina Vitiello Ferreira)

"É desmotivador realizar um trabalho com qualidade, quando não somos valorizadas nem financeiramente, nem profissionalmente pela Secretaria da Educação." (Pérola Malta de Sá)

"Acredito que, enquanto profissionais de saúde, podemos realizar muito mais do que nos limitamos hoje, evidenciando assim o nosso trabalho junto às Diretorias de Ensino, à Secretaria Estadual da Educação e U.E.s, valorizando a Nutrição e mostrando o nosso conhecimento e capacidade de promover a saúde, não só através da garantia da segurança alimentar, mas também através da Educação Nutricional com os alunos, professores e toda comunidade escolar." (Maísa B. Legracie Camarini)

"No momento o que mais me importa é uma definição com relação a qual quadro da secretaria pertencemos e, consequentemente qual legislação nos rege. Acredito que a partir disto, poderemos reivindicar salários equivalentes aos funcionários das outras Secretarias que possuem a mesma função, e obter os mesmos benefícios de todos os funcionários pertencentes a Secretaria da Educação.” (Caroline Morais)



       
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