AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PERIGO DOS AGROTÓXICOS
Por Diógenes Pierre Gonzales

A própria natureza se manifesta... indica quando algo está errado! No Pontal de Paranapanema, uma região de 18.844 Km², que compreende 32 municípios do Estado de São Paulo, a cultura do bicho da seda ficou seriamente comprometida em 2008. Durante o processo de expansão do plantio da cana de açúcar, os bichos começaram a morrer de inanição. A produção de hortaliças, também, ficou comprometida!

O Promotor de Justiça, Dr. Gabriel Lino de Paula Pires, tentou impedir a pulverização aérea de agrotóxicos; segundo ele, 11,87% do território paulista são pulverizados por substâncias proibidas em muitas partes do mundo! Mesmo assim, impedir esta ação é uma tarefa difícil: o Promotor verificou que as pulverizações poderiam ser detidas com base em irregularidades previstas na Lei: descobriu que as pulverizações desrespeitavam as condições meteorológicas; o vento levava o veneno para áreas urbanas, afetando a população e todos os seres vivos.

QUEREMOS NOSSO PLANETA AZUL DE VOLTA



Originalmente, nosso planeta, a Mãe Terra, tem perfeita harmonia entre os seres viventes. Há uma frase que diz: ser abençoado por Deus, é estar abençoado por todos os seres vivos, vivendo em paz e com respeito mútuo. No Fórum que debateu o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, assim como os efeitos nocivos à vida em todo o planeta, ouvimos a Professora Dra. Sonia Hess. Ela explicou que, para termos a real situação dos agrotóxicos, precisamos estudar a água! Em tempos remotos a Mãe Terra tinha águas cristalinas... puras, repletas de seres e micro-seres naturais que sempre viveram em harmonia com o Homem, ou seja, seres que, também, podem estar contidos no corpo humano sem causar danos à saúde. Isso, certamente, se verifica na Agricultura Orgânica, onde a vida é respeitada e preservada! Hoje, infelizmente, o panorama é bem diferente e assustador! As águas, que abastecem as cidades, estão contaminadas pelos agrotóxicos; estudos mostram a presença de mais de 21 substâncias nocivas à saúde na água que todos nós utilizamos.

Desde os anos 1960 e, principalmente, a partir de 1975 os agrotóxicos vem sendo utilizados no Brasil com incentivos de programas governamentais. O pretexto era e continua sendo, aumentar a produção e matar a fome do mundo. Mesmo com a grande contaminação e surgimento de doenças crônicas, a fome continua e está mais intensa, ainda, em regiões africanas, como na Etiópia. Portanto este argumento das poderosas industrias do agrotóxico é vazio; matar a fome do mundo é uma decisão política, é acabar com as commodities, sem a necessidade de envenenar o solo, a água e o ar, matando desde os micro-seres, passando pelos animais, até chegar aos seres humanos.

O processo de envenenamento é simples e complexo ao mesmo tempo; o agrotóxico envenena a produção de alimentos e os campos e pastos; os seres mais frágeis, como borboletas, joaninhas, pássaros e abelhas morrem agonizando; os rebanhos consomem a água e os vegetais contaminados e, consequentemente, também, ficam envenenados! Os seres humanos consomem as carnes, ovos, leite e agrotóxicos contidos nesses animais!

Para a Dra. Sônia Hess, precisamos cuidar da água do planeta com urgência, sob o risco de adoecermos para sempre! Os venenos são produtos químicos que, segundo estudos científicos, causam cânceres e outras doenças. Muitos desses produtos químicos foram proibidos na China e em outros países, mas, são exportados para o Brasil. Nosso país é considerado uma “lixeira química mundial”, por importantes estudiosos; venenos, que foram banidos nos países onde foram fabricados, são comercializados livremente em território nacional; e, o pior: além de promover a morte, ainda são isentos de impostos pelos nossos governantes.


Foto: Dra. Prof. Sônia Hess


Os cânceres já são a 3ª causa de morte no Brasil. Casos que crescem numa velocidade impressionante! Para a Dra. Sonia Hess, a situação é semelhante ao acidente nuclear de Chernobyl; as autoridades russas demoraram para avisar a população que o acidente havia acontecido; assim, muitas mães passeavam pelas ruas, praças e parques com as crianças e animais; homens e mulheres se deslocavam para o trabalho, idosos caminhavam pelos lugares... a vida, desavisada, desafiava a destruição e a morte. No Brasil a situação é parecida: não estamos sendo avisados da séria contaminação que sofremos, diariamente, pelos agrotóxicos! Estamos morrendo, lentamente, de envenenamento, e sem qualidade de vida alguma! A Mãe Terra está sendo destruída! O câncer é, portanto, fruto do envenenamento que já causou 1.200.000 mortes, entre 2009 e 2016 no Brasil, (divulgação de dados científicos).

A Dra. Ana Cristina Pontes Aguiar, da Universidade Federal do Ceará, viajou até a capital paulista para a criação do Fórum que combate os agrotóxicos. Os relatos, com base científica, são alarmantes: uma pesquisa, realizada, no Ceará, por autoridades no assunto, mostra que 25% das pessoas, naquele Estado, estão com alterações pré-neoplásicas, foram intoxicadas com agrotóxicos. Na prática da pulverização aérea de agrotóxicos, 32% do veneno permanecem nas plantas, 19% se disseminam pelo ar e 49% ficam no solo. São mais de 470 substâncias químicas em mais de 1.200 agrotóxicos! Lembrando que o descarte das embalagens, quando é inadequado, também, polui o Meio Ambiente.

Para o Presidente do SINESP, Dr. Ernane Silveira Rosas, “tudo na vida é decisão política. Se temos políticos favorecendo o consumo indiscriminado de agrotóxicos, é porque estamos votando muito mal nas eleições. Se temos leis que fazem vistas grossas à utilização dos agrotóxicos e envenenamento dos seres vivos, ainda, a causa é o voto errado. Por isso, precisamos aprender a votar certo!

       
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