Seminário alerta para relação entre agrotóxicos e câncer
O Presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, também diretor da CNTU e coordenador do Departamento de Alimentação Saudável da confederação, Ernane Silveira Rosas, participou na última quinta-feira (12) da abertura do Seminário sobre Agrotóxicos e Câncer promovido pela Escola de Saúde da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
Voltado a alertar a população sobre a contaminação da água e dos alimentos consumidos no dia a dia devido ao uso abusivo de agrotóxicos, o evento apresentou vários dados sobre a proliferação e a acumulação de poluentes tóxicos na cadeia alimentar, comprometendo não apenas o meio ambiente, mas a saúde humana.
Enxurradas que arrastam os fertilizantes para os rios, lagos e represas também levam à proliferação das algas em velocidade e proporções acima do normal, dificultando a passagem de oxigênio e também consumindo o oxigênio existente. através da eutrofização - causando a morte dos peixes e tornando a água ainda mais tóxica. Além disso, os agrotóxicos são biocumulativos, isto é, ficam na cadeia alimentar, aumentando a presença com o tempo, e não são eliminados.
Desde 2013 a CNTU promove campanha contra o uso abusivo dos agrotóxicos e vem apontando a relação entre a presença de agrotóxicos na natureza e o comprometimento da alimentação e da saúde da população. Testes envolvendo o glifosato, usado na agricultura, detectaram que pessoas doentes têm maiores níveis da substancia no organismo do que as pessoas sadias, em níveis ainda maiores em diversos tipos de câncer.
Pesquisas de porta em porta com 65 mil pessoas em comunidades agrárias da Argentina nas quais o glifosato foi utilizado – conhecidas como cidades fumigadas – mostraram médias de câncer entre duas e quatro vezes maiores do que a média nacional, com altos índices de câncer de mama, próstata e pulmão. Em uma comparação entre dois povos, naquele em que o Roundup (nome comercial do glifosato da Monsanto) fora aplicado, 31% dos moradores tinham algum familiar com câncer, ao passo que só 3% o tinham em um povoado sem Roundup. As médias mais elevadas de câncer entre as pessoas expostas ao Roundup provavelmente surgem da reconhecida capacidade do glifosato de induzir danos ao DNA, algo que foi demonstrado em inúmeras pesquisas de laboratório.
Participantes do Seminário da Escola de Saúde da USCS defenderam maior consciêntização da população e políticas públicas para frear o uso dos contaminantes. Participaram também do evento o diretor da USCSo, Paulo Deliberato, do gestor da Escola de Direito da USCS, Robinson Henrique Alves e do representante da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Marcelo Novaes.

       
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